Adoro, adoro doce. Doce mesmo. Não tanto coisas doces. Bebida doce, por exemplo, não suporto. (Só o Mupy.) Arroz-doce, pipoca doce, coisas que deveriam ser salgadas convertidas em doces, desgosto. Mas, como eu adoro doce, tenho nóia de doce às vezes. E quase nunca tenho doce em casa. Nem açúcar (compro de sachê ou de cubinhos pra não decepcionar as visitas com um vidro de Assugrin).
Foi assim que nesses dias de Páscoa fiz o seguinte.

Peguei três bananas, cortei-as ao meio, longitudinalmente. Frigideira. Flambei gostoso, na cachaça com mel e canela (mas agora sou cowboy, sou do ouro, mineiridade nagô). Nota 100.

Ontem também tive o pico do açúcar. Tinha ido ao supermercado e voltei com planta, vinho e ração (pros meus tesourinhos, né). Tirei todos os doces do carrinho --tinha colocado uns dois, nutella e bolo frappé. Em casa, não agüentei-a-minha-onda, abri o papaia, que normalmente como puro, e coloquei um pouco de um saquinho de açúcar (desespero). Meu gato-leão, Juca Caju Juca, apareceu incontinênti. O pequeno papaia parecia ter se transformado num quilo de acém. Ele comeu o resto da fruta gos-to-sa-men-te, até rasgar a casca. Quando o Juca era pequenininho, ele gostava de mamão e de melão. Talvez ele seja fã das frutas terminadas em "ão", né?
(No registro do celular, que não faz justiça ao momento fofo, Juca come o mamão enquanto Geni observa, estarrecida: "Meu deus, a subversão não encontra limites".)